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Empresa Internacional aposta no Agroleite

07/08/2017
O Agroleite está ganhando notoriedade internacional e, pela primeira vez, tem entre os patrocinadores uma empresa estrangeira. A New Zealand Trade e Enterprise, agência internacional de desenvolvimento de negócios da Nova Zelândia, soma-se a outras 16 empresas que acreditam no evento. O apoio na Cota Prata é uma grande novidade para a organização. A equipe do Castrolanda Notícias conversou com o Cônsul Geral da Nova Zelândia para o Brasil e Diretor Geral da New Zealand Trade and Enterprise na América do Sul, Nicholas Swallow, e com a gerente de desenvolvimento de negócios em agribusiness da NZTE, Nádia Alcântara. Confira abaixo a entrevista.
 
- Essa é a primeira vez que uma empresa de fora patrocina nosso evento. Recebemos esse apoio com muita satisfação. Quais fatores levaram a empresa a apostar no Agroleite?
A New Zealand Trade & Enterprise é uma agência de fomento de negócios do governo da Nova Zelândia, e tem como objetivo ajudar as empresas neozelandesas a construir alianças estratégicas e desenvolver relações comerciais internacionalmente. No portfólio de empresas neozelandesas que atuam no Brasil e na América do Sul, há um grupo muito importante de empresas que oferecem produtos e serviços voltados para a atividade de pecuária, e em especial para pecuária leiteira. A Nova Zelândia é reconhecidamente o maior exportador mundial de produtos lácteos, e esse posto foi alcançado com base em investimentos em tecnologia para o homem do campo e para a produção animal. As estratégias das empresas que estão focadas neste setor estão baseadas em dois pilares: aumentar a produção com base no aumento de produtividade, e, principalmente, aumentar lucro para o produtor. A Nova Zelândia entende que estreitar relações internacionais é fundamental para a sustentabilidade dos seus negócios e, por isso, nossas empresas estão sempre olhando para fora do país, para os mercados internacionais, sem perder o foco em suas própria realidade. Internamente, isso significa criar um ambiente que estimule e permita a seus produtores ter uma atividade pecuária sustentável. Nosso foco externo é nos tornar parceiros de outros países por meio da transferência de tecnologias e adaptação de sistemas de produção mais eficientes, baseados sobretudo em pastagens. Acreditamos que temos muito a oferecer ao Brasil, de maneira adaptada à realidade local. O principal fator que nos levou a investir na Agroleite é porque sabemos que a feira é uma referência no lançamento e divulgação de produtos e serviços no país. Entendemos que se nós queremos difundir o que a Nova Zelândia tem a oferecer em termos de tecnologias para a produção leiteira, o local certo de estar é aqui em Castro. Nós sabemos que os níveis de produção e produtividade da região já são muito elevados, e, que muitas outras empresas brasileiras lançam novos produtos e serviços aqui porque se sabe que o nível de absorção de tecnologias na região pelos produtores é muito alto. Este ano, em nosso estande na Agroleite, nós contaremos com a presença de todas as empresas neozelandesas que atuam no Brasil, que apresentarão produtos e serviços. Este elevado interesse por parte das empresas que já estão presentes no Brasil em participar do evento conosco foi para nós a maior prova de que fizemos a escolha certa.
 
- A empresa tem muitos escritórios ao redor do mundo. Aqui no Brasil sua sede está em São Paulo. Qual a importância de participar em eventos no Brasil, em especial no Agroleite no Estado do Paraná?
 
Temos 55 escritórios ao redor do mundo, incluindo nossos escritórios na Nova Zelândia. São escritórios na Asia, na Europa, no Oriente Médio, nos Estados Unidos, México e na América do Sul. Além do nosso escritório em São Paulo, que é a sede das nossas operações na região, temos representações em Santiago, Chile, e em Bogotá, Colômbia. 
 
Nádia Alcântara, gerente de desenvolvimento de negócios em agribusiness da NZTE, ressalta que a importância em participar de eventos no Brasil vem da representatividade do país no cenário internacional de agronegócios em geral. “Nós sabemos que o Brasil ainda não é um exportador de leite, no entanto, o Brasil possui um rebanho leiteiro estimado em 20 milhões de vacas, e produz 35 bilhões de litros de leite ao ano. A Nova Zelândia possui 5 milhões de vacas e produz 20 bilhões de litros.  A grande diferença é o nível de eficiência de produção – com um rebanho equivalente a um quarto do brasileiro, nós produzimos mais que metade do volume, em sistemas predominantemente baseados em pastagens. Nós vemos o Brasil como um parceiro para adoção de tecnologias que podem ajudar a atingir níveis mais elevados de produtividade, em especial, para aproveitar a enorme vantagem de sistemas de produção a pasto que o Brasil têm. Em especial em regiões como o sul do Brasil, onde o clima é mais ameno e mais similar ao clima da Nova Zelândia. Aqui nessa região algumas práticas de campo podem ser facilmente adotadas, em especial no que tange a genética de pastagens, genética animal, e os respectivos manejos nas propriedades, como criação de bezerros, adoção de cercas elétricas entre outros sistemas que facilitam  muito a vida do produtor”.  
 
- Quais as expectativas da New Zealand Trade e Enterprise para esse primeiro ano no evento?
 
Nossa expectativa é que o público venha visitar nosso stand e conheça um pouco mais sobre o sistema de produção do país – nosso stand será bastante interativo, teremos muitas informações a respeito do agronegócio de leite na Nova Zelândia, e as empresas apresentarão seus produtos para o público. Haverá muitas novidades, como um novo sistema de alimentação de bezerros, que é muito eficiente e comprovadamente melhora o ganho de peso e reduz a taxa de mortalidade dos animais; lançamentos mais recentes de variedades de gramíneas altamente eficientes, inclusive algumas variedades novas ao Brasil, mas que já foram testadas e tem alta eficiência; lançamentos na área de cercas elétricas e manejo de pastagens, genética animal, aplicadores de medicamentos e bombas de manejo de fluidos. As empresas também farão pequenas palestras sobre suas tecnologias, e teremos também uma experiência de realidade virtual – o visitante terá a oportunidade de fazer um pequeno tour na Nova Zelândia! Para nós, queremos chegar ao final da feira com a confirmação de que estaremos novamente presentes na Agroleite 2018!  
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