Notícia
Nesta quarta-feira (5), o Fórum da Suinocultura, reuniu mais de 350 participantes na Arena Conexão. O encontro trouxe dois especialistas para discutir práticas de manejo, avanços da genética e as principais tendências que devem nortear o futuro da atividade.
A abertura da programação contou com a palestra "A fase de terminação suína sem atalhos: pontos não negociáveis da alta performance", ministrada pela médica-veterinária Djane Dallanora. A especialista destacou que a fase de terminação concentra um dos maiores impactos financeiros dentro da produção, cerca de 70% a 75% do custo do sistema está relacionado à alimentação dos animais.
Segundo Djane, embora seja considerada uma etapa de manejo relativamente menos desafiadora, quando comparada a outras fases da produção, a terminação exige atenção a fatores que influenciam diretamente os resultados econômicos da atividade. "Questões como ambiência, sanidade, manejo alimentar e fornecimento de água estão diretamente ligadas ao desempenho dos animais. Trabalhar a eficiência nessa fase é uma decisão estratégica para garantir a sustentabilidade econômica da produção", afirma.
A palestrante ressaltou que o desempenho na terminação é consequência de todo o histórico produtivo do animal, desde as fases iniciais de criação. Quando os manejos não são realizados de forma adequada, os impactos aparecem na piora da conversão alimentar, na redução do ganho de peso e até no aumento de condenações de carcaças durante o abate, especialmente por problemas sanitários.
A programação seguiu com a palestra "Tendências futuras na suinocultura", ministrada por André Ribeiro Corrêa da Costa, diretor da Topigs Norsvin para América Central, Caribe e América do Sul. O especialista apresentou as principais inovações em melhoramento genético e discutiu como novas tecnologias vêm contribuindo para elevar a produtividade das granjas diante dos desafios enfrentados pelo setor.
Para André, o perfil do produtor também evoluiu nos últimos anos, tornando a busca por conhecimento um diferencial competitivo. "O suinocultor está cada vez mais profissional e preparado para incorporar novas tecnologias. Hoje, o grande desafio não é apenas ter acesso à melhor genética, mas conseguir extrair todo o potencial desses animais por meio de um trabalho integrado entre cooperativa, produtor, empresas de genética, nutrição e sanidade", destaca.
Entre os temas abordados estiveram o uso de tecnologias para enfrentar a redução da disponibilidade de mão de obra, a diminuição do uso de antibióticos, o aumento da escala de produção e a necessidade de aprimorar os índices produtivos.
Painel da ovinocultura
O espaço da Arena Conexão também recebeu, nesta terça-feira (5), o Painel da Ovinocultura, reunindo mais de 100 participantes para discutir o potencial de crescimento da atividade e as oportunidades para os produtores rurais.
A programação contou com as palestras "Boas Práticas na Ovinocultura e seus Impactos na Qualidade da Carne", conduzida pela médica-veterinária Maria Cristine Rizzon Cintra e “Mercado da carne ovina no Brasil e oportunidades de crescimento aos ovinocultores", ministrada pelo zootecnista Luciano Piovesan Leme.
Durante a apresentação, Maria Cristine abordou a importância das boas práticas de manejo para aumentar a eficiência produtiva e garantir carne de maior qualidade. Entre os principais desafios da ovinocultura, a médica-veterinária destacou a necessidade de fortalecer o planejamento sanitário dos rebanhos e aprimorar o controle da verminose. "Quando o produtor compreende a importância das boas práticas e consegue aplicá-las no dia a dia, ele melhora a eficiência do sistema de produção e entrega um produto de maior qualidade ao mercado", explica.
Na sequência, Luciano destacou a grande oportunidade de demanda do mercado de cordeiros no Brasil. Atualmente, o país importa carne ovina de países como Uruguai, Argentina, Chile e Austrália, cenário que evidencia o potencial de expansão da atividade nacional. "A ovinocultura se encaixa muito bem nas propriedades rurais como mais uma alternativa de renda. Existe um mercado em crescimento e faltam cordeiros para atender essa demanda. Nosso objetivo hoje, com a palestra, foi mostrar esse cenário e as oportunidades que os produtores têm para investir na atividade", afirma.
O palestrante ressaltou ainda que a assistência técnica e a organização dos produtores, por meio do cooperativismo, são fatores decisivos para o sucesso da atividade.
Com auditório lotado durante toda a programação, o Painel da Ovinocultura reforçou o interesse crescente dos produtores pela atividade, o que evidencia seu potencial como alternativa de diversificação e incremento de renda nas propriedades rurais.
Serviço
O Agroleite 2026, vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina, será realizado entre os dias 03 e 07 de agosto, em Castro (PR), Capital Nacional do Leite, no Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo. Todas as informações da programação são divulgadas no site agroleitecastrolanda.com.br, no aplicativo Meu Agroleite e nas redes sociais @agroleitecastrolanda. O evento é promovido pela Cooperativa Castrolanda, aberto ao público e gratuito.
Parceria e patrocinadores Diamante: O evento é realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná e a Prefeitura Municipal de Castro. Na cota Diamante, o Agroleite 2026 recebe a assinatura de Alta Genetics, Biofarm, Boehringer Ingelheim, CBC Seguros, Ceva, Cogent Iamax, Coonagro, De Heus, Grupo Calpar, Grupo Barigui, Hércules – Estruturas e Construtora, Inpasa, JA Saúde Animal, Lactalis, Lely, Menarim Agro, MSD Saúde Animal, Nobre Nutrição Animal, Nutrição Castrolanda, Nutrivital, Nutron, Ourofino Saúde Animal, Seal Plus, Select Sires, Sicredi, ST Genetics, Tortuga, UCB Vet Saúde Animal e Vaccinar.
Agroleite reúne especialistas em fóruns de Suinocultura e Ovinocultura
05/08/2026

A abertura da programação contou com a palestra "A fase de terminação suína sem atalhos: pontos não negociáveis da alta performance", ministrada pela médica-veterinária Djane Dallanora. A especialista destacou que a fase de terminação concentra um dos maiores impactos financeiros dentro da produção, cerca de 70% a 75% do custo do sistema está relacionado à alimentação dos animais.
Segundo Djane, embora seja considerada uma etapa de manejo relativamente menos desafiadora, quando comparada a outras fases da produção, a terminação exige atenção a fatores que influenciam diretamente os resultados econômicos da atividade. "Questões como ambiência, sanidade, manejo alimentar e fornecimento de água estão diretamente ligadas ao desempenho dos animais. Trabalhar a eficiência nessa fase é uma decisão estratégica para garantir a sustentabilidade econômica da produção", afirma.
A palestrante ressaltou que o desempenho na terminação é consequência de todo o histórico produtivo do animal, desde as fases iniciais de criação. Quando os manejos não são realizados de forma adequada, os impactos aparecem na piora da conversão alimentar, na redução do ganho de peso e até no aumento de condenações de carcaças durante o abate, especialmente por problemas sanitários.
A programação seguiu com a palestra "Tendências futuras na suinocultura", ministrada por André Ribeiro Corrêa da Costa, diretor da Topigs Norsvin para América Central, Caribe e América do Sul. O especialista apresentou as principais inovações em melhoramento genético e discutiu como novas tecnologias vêm contribuindo para elevar a produtividade das granjas diante dos desafios enfrentados pelo setor.
Para André, o perfil do produtor também evoluiu nos últimos anos, tornando a busca por conhecimento um diferencial competitivo. "O suinocultor está cada vez mais profissional e preparado para incorporar novas tecnologias. Hoje, o grande desafio não é apenas ter acesso à melhor genética, mas conseguir extrair todo o potencial desses animais por meio de um trabalho integrado entre cooperativa, produtor, empresas de genética, nutrição e sanidade", destaca.
Entre os temas abordados estiveram o uso de tecnologias para enfrentar a redução da disponibilidade de mão de obra, a diminuição do uso de antibióticos, o aumento da escala de produção e a necessidade de aprimorar os índices produtivos.
Painel da ovinocultura
O espaço da Arena Conexão também recebeu, nesta terça-feira (5), o Painel da Ovinocultura, reunindo mais de 100 participantes para discutir o potencial de crescimento da atividade e as oportunidades para os produtores rurais.
A programação contou com as palestras "Boas Práticas na Ovinocultura e seus Impactos na Qualidade da Carne", conduzida pela médica-veterinária Maria Cristine Rizzon Cintra e “Mercado da carne ovina no Brasil e oportunidades de crescimento aos ovinocultores", ministrada pelo zootecnista Luciano Piovesan Leme.
Durante a apresentação, Maria Cristine abordou a importância das boas práticas de manejo para aumentar a eficiência produtiva e garantir carne de maior qualidade. Entre os principais desafios da ovinocultura, a médica-veterinária destacou a necessidade de fortalecer o planejamento sanitário dos rebanhos e aprimorar o controle da verminose. "Quando o produtor compreende a importância das boas práticas e consegue aplicá-las no dia a dia, ele melhora a eficiência do sistema de produção e entrega um produto de maior qualidade ao mercado", explica.
Na sequência, Luciano destacou a grande oportunidade de demanda do mercado de cordeiros no Brasil. Atualmente, o país importa carne ovina de países como Uruguai, Argentina, Chile e Austrália, cenário que evidencia o potencial de expansão da atividade nacional. "A ovinocultura se encaixa muito bem nas propriedades rurais como mais uma alternativa de renda. Existe um mercado em crescimento e faltam cordeiros para atender essa demanda. Nosso objetivo hoje, com a palestra, foi mostrar esse cenário e as oportunidades que os produtores têm para investir na atividade", afirma.
O palestrante ressaltou ainda que a assistência técnica e a organização dos produtores, por meio do cooperativismo, são fatores decisivos para o sucesso da atividade.
Com auditório lotado durante toda a programação, o Painel da Ovinocultura reforçou o interesse crescente dos produtores pela atividade, o que evidencia seu potencial como alternativa de diversificação e incremento de renda nas propriedades rurais.
Serviço
O Agroleite 2026, vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina, será realizado entre os dias 03 e 07 de agosto, em Castro (PR), Capital Nacional do Leite, no Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo. Todas as informações da programação são divulgadas no site agroleitecastrolanda.com.br, no aplicativo Meu Agroleite e nas redes sociais @agroleitecastrolanda. O evento é promovido pela Cooperativa Castrolanda, aberto ao público e gratuito.
Parceria e patrocinadores Diamante: O evento é realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná e a Prefeitura Municipal de Castro. Na cota Diamante, o Agroleite 2026 recebe a assinatura de Alta Genetics, Biofarm, Boehringer Ingelheim, CBC Seguros, Ceva, Cogent Iamax, Coonagro, De Heus, Grupo Calpar, Grupo Barigui, Hércules – Estruturas e Construtora, Inpasa, JA Saúde Animal, Lactalis, Lely, Menarim Agro, MSD Saúde Animal, Nobre Nutrição Animal, Nutrição Castrolanda, Nutrivital, Nutron, Ourofino Saúde Animal, Seal Plus, Select Sires, Sicredi, ST Genetics, Tortuga, UCB Vet Saúde Animal e Vaccinar.
